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Visão Política

Porque a política têm que ser feita de verdades!

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16.Mai.20

Passos Coelho aumentou a dívida pública de 64% para 132% do PIB?

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Segundo a tabela, a dívida externa líquida em Portugal era de cerca de 152,3 mil milhões de euros em 2011, ano em que Passos Coelho foi eleito primeiro-ministro. Em 2015, quando foi substituído por António Costa, a dívida externa líquida era de 186,6 mil milhões de euros. Pelo meio, a dívida externa nunca alcançou os 229 mil milhões de euros, como sugerido na publicação em análise.

Quanto à afirmação de que o Governo de Passos Coelho “aumentou o PIB de 64 para 132%”, a frase não faz sentido porque o Produto Interno Bruto não é um valor percentual, mas sim numeral, indicado consoante a moeda do país em análise. Neste caso, seria em euros.

No entanto, assumindo que, ao escrever esta percentagem, o autor da publicação poderia estar a referir-se à dívida pública, fomos verificar como evoluiu esse endividamento em percentagem do PIB. Em 2011, a dívida pública era de 114,4% do PIB; e em 2015 era de 131,2% do PIB, como pode verificar-se nestes dados da Pordata. Pelo meio, em 2014, o valor aproximou-se do indicado na publicação: 132,9% do PIB.


Ainda assim, não é verdade que Passos Coelho tenha aumentado a dívida pública de 64% para 132% do PIB, como afirma a mensagem em causa. É preciso recuar até 2003, no Governo de Durão Barroso, para encontrar uma dívida pública em percentagem do PIB tão baixa quanto a indicada pela publicação — 63,9%.

Desde então, e numa tendência que se verificava desde 2001, a dívida pública aumentou de ano para ano, tendo o Governo português passado pelas mãos de Santana Lopes e José Sócrates antes de ser assumido por Pedro Passos Coelho. Quando o ex-líder social-democrata chegou a primeiro ministro, a dívida pública em percentagem do PIB já era 1,7 vezes superior ao valor de 2003, indicado na publicação.

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