Ódio de estimação: José Sócrates e Rui Rio

Quem tem amigos, safa-se de 25 dos 31 crimes dos quais estava acusado.

Caros leitores, prometo ser breve hoje.
Portugal tem um proble… vá, Portugal tem uma quantidade incontável de problemas, mas para efeitos práticos, foquemo-nos neste: a corrpução, e mais em concreto, a corrupção do Senhor Engenheiro (aos domingos, que aos outros dias não tem curso).


O circo em que vive a justiça portuguesa não seria digno nem das mais rebuscadas obras de arte teatrais da Grécia Antiga, ou dos Gato Fedorento. Só de imaginar que é possível que um juiz esteja uma tarde inteira a dizer que um criminoso é criminoso, mas que não pode ser julgado porque já passou do prazo de validade dos seus crimes. Nunca disseram a uma senhora idosa que não precisava de pagar renda porque a mesma já tinha prescrito. Mas ao Senhor Engenheiro, foi exatamente isso que disseram. A ele e aos amiguinhos do Jardim de Infância dele. 


Até compreendo, temos de ser compreensivos com as crianças. Além de ainda não estarem na posse de capacidades de separação entre bem e mal, ainda estão em formação, sendo por isso normal que façam experiências. Quem é que nunca experimentou pedir uma casa em Paris a um amigo, ou pedir ao motorista pra passear umas malas de dinheiro? Atirem uma pedra à cara do Senhor Engenheiro se nunca o fizeram…
O que mais me espanta nisto tudo é que a vida decorre mais ou menos pacificamente depois disto, mesmo sendo este governo uma fotocópia envelhecida do Governo do Senhor Engenheiro.

O meu ódio político a Rui Rio é notável. Não é preciso ter uma convivência diária comigo para perceber que estimo tanto as suas opções políticas para o nosso partido como um comunista estima a propriedade privada. Não menciono já aquela mania que ele tem de andar sempre com as gravatas tortas, que isso pronto, até aos melhores acontece. Também já nem falo de todos os infames e néscios deslizes do senhor sempre que abre a boca. Não menciono também a altivez e desdém com que trata a comunicação social, que como todos sabemos, é tão importante para a imagem de um político. Não refiro mesmo a própria mania que o senhor tem de dizer “un”, um em frânces, de cada vez que não percebe o que alguém lhe diz, fazendo o comum português duvidar se ele andou na escola alemã ou na francesa. Já nem falo do desrespeito que o senhor revela pelo desempenho da função de deputado, mesmo enquanto a exerce. Escusado será dizer que também não refiro toda a miríade de afrontosas injúrias que o senhor faz a Sá Carneiro de cada vez que escolhe um candidato autárquico.

Mas, caramba… era mesmo preciso convocar uma comissão permanente para falar do caso do Engenheiro Sócrates?


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