Parabéns, MULHERES!

Hoje, dia 8 de março, comemora-se o dia internacional da mulher.

Para muitos esta é uma data que já não faz sentido ser comemorada. Eu não partilho da mesma opinião. 

O dia da mulher é o dia em que devíamos recordar e refletir sobre o papel  das mulheres que, no século passado, deram o “corpo às balas” para que muitas outras gerações pudessem ter os direitos que estas nunca tiveram. Estamos a falar de recordar as sufragistas, a flapper, ou seja, as atrizes principais da primeira e segunda vaga de Feminismo. 

Durante o século XIX e XX, vários foram os movimentos que surgiram quando a mulher percebeu que existia um lugar para além da cozinha, da casa, dos filhos e começou a ambicionar uma igualdade em relação ao homem. Este é o conceito de feminismo, igualdade não superioridade.

 Um dos movimentos feministas mais importantes ou o mais importante, foi o movimento das sufragistas. No final do séc. XIX início do séc. XX , várias mulheres em países como o Reino Unido ou os Estados Unidos começaram a organizar-se e a lutar pelo direito de voto, algo que hoje (felizmente) parece impensável para uma menina não poder exercer este direito. Muitas mulheres morreram, fizeram greves de fome e foram presas enquanto lutavam por esta causa. A elas só lhes devemos agradecimento.

Hoje em dia travam-se batalhas diferentes daquelas que essas corajosas mulheres enfrentaram. Nos dias que correm batalha-se pelo fim da violência, do abuso e assédio sexual, pelo lugar que ocupam as mulheres nas empresas e na vida política. 

No contexto político há quem defenda a utilização da lei da paridade como um incentivo. Eu faço parte das pessoas que apela à participação, mas aposta na ideia de que, tal como o homem, a mulher é toda ela um indivíduo e, por isso, deve ganhar o seu espaço não por leis da paridade, mas pelo seu percurso pessoal e capacidades. As mulheres devem participar na vida política porque o querem fazer e porque se sentem valorizadas em fazê-lo, não por ser obrigatório ter um dado número de candidatas numa lista para esta puder cumprir o requisito da paridade.

Ainda há muito caminho a percorrer. Contudo há que ser otimista, maduro e humilde para perceber que esta igualdade não se ganha de um dia para o outro nem se concretiza apenas com o esforço de um dos lados. Todos e todas são importantes nesta luta constante!

Não deve ser levada a extremos e sobretudo deve ser encarada com a empatia e seriedade necessárias para acabar com esta desigualdade.  

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