E os que não têm uma porta de saída? A saúde mental é importante!

Nos últimos tempos tem vindo à tona uma importante discussão sobre saúde mental. A pauta, infelizmente, é negligenciada pelo atual governo. Exatamente, o problema é a interferência do governo!

Até podemos ter aquele amigo jovem, sorridente, brincalhão, que costuma fazer sucesso nas rodas de conversa. Psicologicamente, no entanto, quem sabe o que aconteceu ou acontece com aquela pessoa? A saúde mental tornou-se um dos assuntos mais pesquisados e conversados, em paralelo com a pandemia.

É certo que apenas uma percentagem da sociedade não conversa sobre este tema. Existem movimentos e profissionais empenhados no processo de humanização do sistema de atendimento à saúde mental e, como sempre, o governo colocou-se como um dos principais parceiros estratégicos de marketing desta política, passo a ironia.

Mas, e os milhões de jovens em Portugal que não têm acesso a uma porta de saída?

No ano passado, a OMS (Organização Mundial de Saúde), em conjunto com a United for Global Mental Health e a Federação Mundial para a Saúde Mental, pediu aumento de investimentos em saúde mental. Isto porque dados da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) apontaram em 2020 que o mundo atravessava, com a pandemia, uma crise generalizada de saúde mental. São quase 1 bilião de pessoas que vivem com algum tipo de transtorno mental e quase 3 milhões a morrer devido ao uso abusivo do álcool. A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio. A maioria destas, arrisco-me a dizer, sequer recebe atenção da família e dos amigos. O poder público executa a negligência que finda esse ciclo de forma constrangedora, e como são dores não televisionadas, são totalmente abafadas.

A faixa etária também parece ser um fator determinante. De acordo com a OMS, metade das doenças mentais começa aproximadamente aos 14 anos; o suicídio aparece como a terceira principal causa de morte entre adolescentes mais velhos (de 15 a 19 anos).

As nossas políticas são falhas, e mesmo quando pautadas e criadas, pelo poder legislativo, carecem de estrutura e atuação. Os nossos irmãos, amigos não estão livres de terem algum tipo de problema mental. Aliás, nós mesmos, afogados na pandemia, não estamos longe de sofrer e ficar suscetíveis a abusos psicológicos.

O que podemos fazer para criar portas? Em primeiro lugar, precisamos de criar portas que não sejam de saída, mas de refúgio. A fuga do sofrimento psíquico nem sempre funciona a médio e longo prazo. As portas que devemos criar precisam de estar, necessariamente, vinculadas a organizações privadas de saúde mental, que garanta atendimento psicológico rápido e eficaz, tornando a competitividade elevada em relação ao preço/qualidade. Há quem critique, «De novo o negócio da saúde». O sistema de saúde pública português é que é espécie de negócio, extremamente desigual e ineficaz, com diversos problemas.

No que toca à saúde não podemos olhar a ideologias. Hoje podem ser desconhecidos, amanhã os nossos entes queridos, mas normalmente quando acontece aos próximos é quando exigimos maior eficácia e responsabilidade do atual sistema e é nesse momento que percebemos que está desgastado e ineficiente, até mesmo sendo comunista.

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